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CIDrops


21.10.09

Itatiaia Aldeia Parque 3ª Fase

Esta noite passada área de eventos da Casa Cor/ES foi palco de uma bela apresentação da 3ª fase do Itatiaia Aldeia Parque, condomínio de casas com altíssimo padrão de qualidade em Laranjeiras/Serra (ES).

Viver bem e resgatar toda tranquilidade de antigamente morando numa casa a beira da rua agora é possível neste empreendimento elaborado pela Morar/Cyrela.



A noite foi cheia de surpresas. Teve DJ e pista de dança. Palestrante motivacional que faz uso de mágica para se apresentar. Muita mulher bonita!!! A corretagem agradece, e nós homens também, pois ambientes floridos são sempre mais agradáveis.

O palestrante foi Marco Zanqueta do Palestra com Mágica.



O show foi praticamente o mesmo. Bem divertido e edificante.



Para variar, tive meu momento tiete e tirei foto com o Marco Zanqueta. O cara manda bem com sua mágica motivacional.

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Casa Cor/ES 2009 - Comentários

Como de praxe, nesta terça-feira passada (20/OUT) na Casa Cor/ES 2009, ouvi novamente que determinada decoração só é bonita na exposição e pouco prática numa residência de verdade.

A fala não está de toda errada. E para não perder o costume (todo ano é assim), usei a batida fala que quando vimos um desfile de moda ou uma exposição de algum artista plástico qualquer, o que está em jogo muitas vezes ali, não é se aquilo apresentado é usual ou agradável ao ambiente de sua casa, mas sim seu poder de criatividade. A faculdade vai ensinar boas técnicas, o talento criativo jamais (acesse uma matéria interessante discursando brevemente sobre pessoas assim).

Galera leitora do Ciblog, fico extremamente contente em negociar um projeto ou vistar uma exposição com uma boa dose de criatividade do que uma "Expo Casa Pobre Magazine Maria" (sem juízo de valor de classe X ou Y). Fazer o comum, boa parte dos profissionais fazem, a diferença ousada, não todos.

Quando entro numa Casa Cor, me desligo, quero é ver o talento do profissional. Vale lembrar que Casa Cor não é sinônimo de bons profissionais, o espaço para expor não é 0800. Então... é comum vermos depósitos de show room...

No geral, gostei desta edição. Luxuosa como sempre, e ambientes mergulhados em ares clássicos (conceito sempre presente nas edições). Ainda sonho em poder ver uma Casa Cor ES Futuro ou mais ousada em tecnologia, e com o que de mais high tech existe no mercado atual de sua realização. O ambiente que mais aproximou deste conceito  foi o da Arquiteta Najla El Aouar, um bonito Home Office.

Tive o prazer de conversar com a Rita Rócio Tristão (organizadora do evento) estava simpática como sempre. Estou feliz por ela tá levando sua experiência para a Casa Cor Pernambuco. Que pelo visto vai ser um arraso.

No momento é isso, aos poucos vou falando mais.

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Treinamento Celebrity Residencial

Ontem pela manhã tivemos um treinamento no auditório da Lopes/ES sobre o Celebrity Residencial, um dos condomínios com a melhor vista de Vitória/ES. No meio da Enseada do Suá, de frente para a maravilhosa baía de VIX.




Acordar com uma visão tão bela é para poucos!


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16.10.09

A arquitetura do (mau) gosto

O texto não é meu, saiu no Gazeta Mercantil em fev/2008. Mas o valor mercadológico da matéria é atualissímo. Como o estilo neoclássico veio para ficar, e a sede de destruição deste conceito por estudantes e profissionais de arquitetura só aumenta a cada dia!!! Trago para o CIblog mais uma interessante matéria sobre o assunto.

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O mercado imobiliário e a proliferação do estilo neoclássico em São Paulo
por André Cauduro D’angelo*, Porto Alegre

O mercado não faz julgamentos morais, e por isso intervém o Estado: reprimindo a comercialização de substâncias tóxicas, evitando que menores de idade adquiram bebidas alcoólicas, regulamentando a propaganda vol-tada ao público infantil ou exigindo receita médica para compra de remédios. Às vezes não nos damos conta, mas muitas das regras e procedimentos que costumamos seguir (ou burlar) no cotidiano dizem respeito justamente ao poder regulatório que o Estado conserva em um ambiente de livre economia. Ao mercado, afinal, pouco importam as conseqüências sociais e éticas de seus atos, e é necessário um contrapeso para que seu funcionamento resulte no chamado "bem comum".

O mercado também não faz julgamentos estéticos: não importa se a música que toca é de boa ou má qualidade, ou se a literatura, o cinema e o teatro em voga guardam virtudes artísticas. Ele parte sempre do pressuposto de que "gosto não se discute" e que, em última análise, o sucesso comercial é o verdadeiro indicador dos méritos de um produto cultural: se há música de suposta má qualidade sendo comprada, é porque, no fundo, ela não é de má qualidade para boa parte das pessoas. Se filmes ditos ruins são tão assistidos, é porque, afinal de contas, de ruins não têm nada.

Ao contrário do que parece à primeira vista, é esse o pano de fundo de uma discussão que vem sendo travada no Brasil há um par de anos. A proliferação de prédios de estilo neoclássico na cidade de São Paulo - e em tantas outras capitais brasileiras - colocou, de um lado, arquitetos desgostosos com essa hegemonia estética e, de outro, construtoras dispostas a repetir ad infinitum o que aparentemente tem sido uma bem sucedida aposta comercial.

Arquitetos atribuem a onda neoclássica ao marketing das construtoras e agências publicitárias que, calcadas na percepção do consumidor, determinariam a aparência dos prédios apostando que o suposto refinamento evocado por esse estilo atrairia os compradores de imóveis. Com isso, estariam deixando um legado funesto para as próximas gerações: uma arquitetura do simulacro, na qual a pretensa sofisticação não se originaria de qualquer inovação visual, e sim de ícones estéticos de fácil assimilação importados do passado.

Construtoras e profissionais de marketing não rebatem publicamente essas críticas, mas, supõe-se, não vêem a repetição neoclássica de modo negativo: o sucesso mercadológico é, em síntese, reflexo do gosto médio do comprador - e, como bem manda a lei do mercado, o consumidor é soberano quando o assunto é preferência estética. São deles as opiniões que importam à construção civil.

Os arquitetos, ao contrário, entendem que em vez de refletir as preferências estéticas dos consumidores, o mercado imobiliário trata de forjá-las ao oferecer um tipo de arquitetura "palatável" ao gosto dos compradores de imóveis. Estes, desconhecedores de outros estilos e tendências, acabariam por restringir seu rol de opções ao pouco que vêem nos anúncios publicitários e nas ruas - referendando, de maneira inadvertida, determinado padrão de construção na paisagem paulistana.

Não haveria soberania do consumidor, portanto, porque este sequer conheceria as opções estéticas de que poderia dispor; haveria, sim, uma ditadura do mercado, na qual predominaria o gosto único por conta de uma oferta restrita e reiterada.

De fato, a soberania do consumidor é mais um discurso mitificador do capitalismo do que reflexo da verdade. Tal reinado não é nada além de parcial: necessidades e desejos dos consumidores só são atendidos uma vez que exista viabilidade econômica para tanto. E ambos são, igualmente, moldados pelas opções existentes no mercado; o consumidor só formula desejos a partir daquilo que conhece, pois lhe falta alcance e imaginação para antever todas as possibilidades técnicas e estéticas existentes.

Inegável, portanto, que a visão dos críticos tem lá seu fundo de verdade: a padronização do que quer que seja é, ao mesmo tempo, tanto produto da demanda quanto da oferta; agrada aos olhos de quem compra, sim, mas primeiro porque atende às conveniências técnicas e econômicas de quem vende. No entanto, a argumentação dos arquitetos cai em uma armadilha bastante comum quando se examinam episódios como esse, que confrontam a propalada "ditadura do mercado" e seus inimigos.

Explico.

O neoclássico predominante representa, de alguma forma, o mesmo que tantos outros produtos massificados, especialmente culturais: uma síntese conservadora das preferências da sociedade. Assim como músicas de sucesso são regravadas indefinidamente e filmes são concebidos sempre sob um mesmo roteiro-padrão, um estilo consagrado de arquitetura é o que mais se enxerga pelas cidades. Todos eles - música, cinema e arquitetura - encaixam-se mais facilmente no gosto da maioria e por isso são repetidos à exaustão, uma vez que sua viabilidade econômica já foi testada e comprovada.

O estilo neoclássico, ao que parece, enquadra-se nesse cenário: bonito ou feio, é palatável ao gosto do cidadão médio, seja por priorizar a harmonia, seja por usar materiais dito nobres, ou, talvez, por evocar, no imaginário coletivo, tradição e sofisticação. Sua reincidência nos empreendimentos recentes não ocorre à toa, e pertence à mesma lógica de abolição do risco que rege tantos outros negócios além da construção civil.

A contradição que percebo não vem tanto da crítica à padronização visual da arquitetura atual, mas sim da argumentação que a sustenta: os consumidores somente admirariam o neoclássico porque lhes faltaria "cultura", conhecimento estético, formação artística. Ao que tudo indica, então, a contrapartida ao suposto mau gosto da maioria seria a adoção do bom gosto especializado, treinado e academicamente consistente de alguns poucos - ou, em outras palavras, uma espécie de "despotismo esclarecido" aplicado à arquitetura urbana.

Eis a armadilha na qual muitos críticos do mercado acabam por cair: a única alternativa que vislumbram aos mecanismos auto-reguladores do capitalismo é, a rigor, uma espécie de autoritarismo. Seu julgamento constitui, no fundo, menos uma censura à monotonia da paisagem urbana que a construção civil promove do que à estética eleita para reprodução ad eternum; menos um veto ao princípio padronizador de uma indústria do que à preferência pontual por um modismo (literalmente) "de fachada". A melhor resposta que concebem ao que tanto abominam é a involuntária confissão de que "o bom gosto sou eu" - o que, de imediato, retira boa parte da legitimidade de sua reivindicação.

Do amoralismo do mercado, defende-nos o Estado; mas e de sua falta de gosto? Ninguém, e tampouco se trata de tarefa necessária. A arquitetura, tal qual outras manifestações artísticas, é o retrato da cultura de uma época. Daqui a algumas décadas ou séculos, é possível que guias turísticos descrevam os prédios neoclássicos construídos hoje como representativos de um período de efervescência econômica e de tentativa da sociedade "enobrecer-se" por meio de uma arquitetura que remetia ao passado. Paciência. Isso não torna o fenômeno menos representativo de seu tempo, nem menos digno de registro.

Até lá, outras modas arquitetônicas deverão surgir e, quem sabe, algumas delas contemplem o gosto "fundamentado" dos detratores do neoclássico atual. Não se trata de algo impossível: o mercado é bem menos refratário a novidades estéticas do que certos críticos ao gosto leigo.

Gazeta Mercantil/Fim de Semana - Pág. 7 | * Mestre em Marketing/Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Autor de "Precisar, Não Precisa - um Olhar Sobre o Consumo de Luxo no Brasil" (Lazuli/Cia. Editora Nacional). Site: www.precisarnaoprecisa.com.br. | PDF do periódico.

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Ironia das Ironias: Neoclassicismo Paulista

Se o leitor preferir, pode seguir para o artigo do Rino Levi ou continuar lendo minha opinião abaixo.
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Por trás das camadas binárias de cada linha escrita no artigo abaixo, o leitor mais atento ao caminho arquitetônico de São Paulo levará um verdadeiro susto diante de palavras tão bonitas e perdidas no limbo criativo dantesquiano do rumo histórico desta cidade.

O neoclassicismo arquitetônico que veio resgatar um estilo chique de ser duma saudosa era européia virou tendência e velozmente tá tomando conta do Brasil. E como o assunto rende uma bela discussão sobre sua real necessidade numa cidade progressista como Sampa. Vou logo dizendo que acho alguns projetos lindos (gosto mesmo), e moraria neles sem nenhum rancor, já alguns projetos comerciais... são pesadelos tão gore (Shopping Vila Olímpia é um), que dá medo só de olhar. E como o texto não precisa de tecla SAP, espero que não se assustem tanto queridos leitores.

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A arquitetura e a estética das cidades
por Rino Levi

Publicado no Estado de São Paulo, São Paulo, em 15 de outubro de 1925. Republicado em Arquitetura Moderna Brasileira: Depoimento de uma Geração (coletânea de textos organizada por Alberto Xavier), ABEA/FVA/PINI – Projeto Hunter Douglas, São Paulo, 1987.

É digno de nota o movimento que se manifesta hoje nas artes e principalmente na arquitetura. Tudo faz crer que uma era nova está para surgir, se já não está encaminhada.

A arquitetura, como arte mãe, é a que mais de ressente dos influxos modernos devido aos novos materiais à disposição do artista, aos grandes progressos conseguidos nestes últimos anos na técnica da construção e sobretudo ao novo espírito que reina em contraposição ao neoclassicismo, frio e insípido. Portanto, praticidade e economia, arquitetura de volumes, linhas simples, poucos elementos decorativos, mas sinceros e bem em destaque, nada de mascarar a estrutura do edifício para conseguir efeitos que no mais das vezes são desproporcionados ao fim, e que constituem sempre uma coisa falsa e artificial.

Sente-se ainda a influência do classicismo que, aliás, hoje, se estuda melhor procurando sentir e interpretar o seu espírito evitando-se a imitação, já bastante desfrutada, dos seus elementos.

As velhas formas e os velhos sistemas já fizeram sua época. É mister que o artista crie alguma coisa de novo e que consiga maior fusão entre o que é estrutura e o que é decoração; para conseguir isto o artista deve ser também técnico; uma só mente inventiva e não mais o trabalho combinado do artista que projeta e do técnico que executa.

Não há arte onde não há o artista, mas o jovem, nos anos em que se forma e adquire uma personalidade, deve ser posto em contato com necessidades modernas para que se eduque no espírito do seu tempo e possa constituir uma alma sensível e correspondente ao gosto dos seus contemporâneos.

Toda obra de arte deve ser ambientada, isto é, deve ser vista sob uma determinada luz, sob um determinado visual e deve estar em harmonia com os objetos que a contornam. Um monumento concebido para uma pequena praça e com uma orientação prefixada perde muito de seu efeito se não é colocado no ponto no qual o via o artista com seu pensamento quando o projetava. Fixada esta idéia é evidente que as construções, que com mau sistema, hoje, se projetam sem preocupação alguma da sua orientação e adaptação ao lugar, constituem uma ofensa à estética das cidades.

A estética das cidades é um novo estudo necessário ao arquiteto e a ele está estritamente conexo o estudo da viação e todos os demais problemas urbanos.

Uma rua que nasce deve ser estudada no plano regulador da cidade e deve ser planejada de modo que corresponda a todas as necessidades técnicas e estéticas sem, ao mesmo tempo, prejudicar as belezas que eventualmente existam nas suas vizinhanças.

Por exemplo, se é possível dar a uma rua, como fundo, um monumento, uma cúpula ou simplesmente um jardim, por que não fazê-lo se a estética da rua ganharia com este visual e se o monumento, a cúpula ou o jardim terão a ganhar no seu efeito?

As ruas paralelas e perpendiculares, como são projetadas quase sempre hoje nas cidades novas, na maior parte das vezes resultam monótonas e nem sempre correspondem às necessidades práticas. Sobre este assunto não se pode estabelecer uma teoria; discute-se muito principalmente na França e na Alemanha mas até hoje a idéia predominante é que é preciso examinar e resolver caso por caso.

Na Alemanha a estes estudos foi dado o nome de política da cidade; na França alguns dos mais valentes arquitetos dedicam-se completamente a este novo ramo da arte da cidade; na nova Escola Superior de Arquitetura de Roma há uma cátedra de "Edelizia" regida pelo distinto arquiteto Marcello Piacentini, uma das autoridades mais competentes da Itália sobre o assunto.

Este é um problema que interessa muito ao Brasil onde as cidades estão em pleno desenvolvimento e portanto merece a máxima consideração.

É preciso estudar o que se fez e o que está fazendo no exterior e resolver os nossos casos sobre estética da cidade com alma brasileira. Pelo nosso clima devem ter um caráter diferente das da Europa. Creio que a nossa florescente vegetação e todas as nossas inigualáveis belezas naturais podem e devem sugerir aos nossos artistas alguma coisa de original dando às nossas cidades uma graça de vivacidade e de cores, única no mundo.

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O mito da criatividade em arquitetura

Se o leitor preferir, pode seguir para o artigo do Edson da Cunha Mahfuz ou continuar lendo minha opinião abaixo.
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É com muita satisfação que inicio esta série de posts com este texto abaixo. E o tema não poderia ser melhor: CRIATIVIDADE. Terminho complicado e explicado com algumas boas nuances no artigo. Apesar das críticas aos excessos de criatividade sem o profundo conhecimento acadêmico e de vida de certos profissionais de sua área, se mudarmos o termo "arquitetura" para outro ligado a criação, tipo design quaisquer, grafite, moda (etc), encontraremos profissionais no nível do criticado na fala do Edson Mahfuz.

O texto tem seu fundamento, e não sou tão crítico em relação a este tipo de profissional criticado com tanto terror textual. A bem da verdade, fazer do mundo uma grande Dubai não me choca tanto, até gostaria de ver espalhados planeta adentro muitos projetos com seu nível arquitetônico de criatividade, mas sei bem que isso poderia trazer mais malefício do que benefício. Que esta cidade hoje no meio do deserto é um orgasmo arquitetônico, ninguém pode negar, dizer que ela é uma Disney Buildings de endinheirados, isso já é de cada um.

Ainda sonho em ver minha querida cidade Vitória/ES com muitos prédios modernos. Alguns estão quase prontos (e de gosto duvidosos), outros só no papel. E a pergunta que não calará tão cedo: Será que o Mirai Urban Life deixará de ser uma miragem capixaba? Espero que sim.

No Espírito Santo a região que mais tem construções com ares modernos é a Enseada do Suá. A Praia da Costa (Vila Velha) tem alguns interessante. No geral, seguem uma estrutura mais clássica de arquitetura. Uma "porrada de projetos" carecem de mais ousadia criativa isso é vero. Fazer bem Arquitetura não é só saber levantar edificações com maestria.

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Existe grande confusão a respeito do que seria criatividade em arquitetura. Tal fato não seria preocupante se não tivesse tantos efeitos nocivos para a prática da arquitetura. Por um lado, uma noção equivocada por parte dos leigos leva a uma demanda por objetos com os quais a arquitetura não deveria se envolver. Por outro, basear uma prática sobre uma noção errada de criatividade significa produzir arquiteturas irrelevantes, na melhor das hipóteses.

Criatividade, segundo o dicionário Aurélio (1ª edição), significa qualidade de criador. Criador é quem cria, e criar é dar existência a algo, tirar algo do nada; dar origem; produzir, inventar, imaginar. O dicionário já indica que o termo não designa uma qualidade especial que distingue um criador dos outros. O próprio ato de criar algo já é indicação de criatividade.

Para leigos (usuários em geral, clientes, imprensa não especializada), estudantes de primeiros anos e até muitos arquitetos, criatividade é algo ligado ao imprevisto, ao insólito, ao surpreendente, cuja obtenção é dependente de um talento superior inato 1. Daí a existência e os elogios conferidos a edifícios de aparência estranha, cuja lógica é muito difícil de entender. Parece haver uma correlação entre criatividade e variedade, movimento, impacto visual, e outras categorias que levam ao estranhamento. Vista desse ponto de vista, a simplicidade e a elementaridade são sinonimos de monotonia e falta de criatividade.

Existem experts em "criatividade" que sugerem todos os tipos de origens para a forma arquitetônica: em alguns círculos é considerado criativo transformar um cinzeiro ou um croissant num edifício. Outros desenvolvem oficinas de sensibilização visando "soltar" a criatividade de estudantes e arquitetos, aparentemente reprimida por uma vida tão preocupada em encontrar soluções para os problemas quotidianos.

Nenhuma dessas pessoas chega realmente a entender o que significa a criatividade em arquitetura. A consequência mais importante e danosa do ponto de vista dominante é que a forma é vista como algo independente, como algo que se acrescenta aos aspectos especificamente arquitetônicos de qualquer problema. A mesma confusão envolve o entendimento do componente artístico da arquitetura, que para muitos é algo externo ao processo projetual.

Como uma aproximação a uma definição mais precisa da criatividade arquitetônica, proponho que o seu significado é diferente do sentido comum e do sentido que tem para as artes plásticas, para a publicidade, para a moda, etc. Toda atividade criativa é essencialmente solução de problemas. O que divide as atividades criativas em pelo menos duas categorias é a existência, para algumas, de problemas auto-impingidos, consciente ou inconscientemente, como nas artes plásticas, enquanto outras como a arquitetura estão relacionados à problemas externos à disciplina, que podem ser mais ou menos restritivos à liberdade do autor.

Em outras palavras, a criatividade só existe, só se exprime, face a um problema real. Simplesmente não há criatividade sem problema referente. Assim, o criativo (ou o artístico) em arquitetura se revela como um modo superior de resolver, através da forma, os problemas práticos que definem um dado problema arquitetônico.

Se o problema da publicidade é persuadir e o da moda é dar forma ao vestir, qual seria o problema da arquitetura? O que estabelece que a criatividade em arquitetura seja algo específico são várias questões: o uso, o custo elevado e a permanência dos edifícios.

A questão do uso parece óbvia. Sem programa não há arquitetura; no máximo alguma escultura em cujo interior se pode caminhar. O uso/ programa indica que necessidade da sociedade precisa de espacialização; sua extrapolação nos leva perigosamente próximos da irrelevância e da irresponsabilidade. Todo programa deriva de um cultura específica, que deve ser o pano de fundo de qualquer realização arquitetônica.

A escassez de recursos na América Latina nos obriga a fazer muito com o pouco de que dispomos. Qualquer solução "criativa" -no sentido de elementos não justificados por uma rigorosa lógica de projeto- significará maiores custos sem garantia de aumento de qualidade.

E quando falamos em permanência nos referimos não apenas à durabilidade do edifício, dependente da construção correta, mas também da sua capacidade de se contrapor ao caos visual da cidade contemporânea.

O raciocínio desenvolvido até aqui quer indicar que não há nada de criativo em projetar e construir objetos de forma inusitada, empregando geometrias complicadas e caracterizados por diagonais, pontas e outras complicações formais, principalmente porque os recursos citados não respondem a nenhum problema real.

Pelo mesmo motivo não há a menor criatividade em empregar estilos históricos para edifícios contemporâneos, como é a presente moda no Brasil. Pelo contrário, isso só demonstra como são limitados e pouco criativos tanto promotores quanto criadores dessa espécie bastarda de arquitetura.

A verdadeira criatividade em arquitetura reside em resolver seus problemas específicos por meio da síntese formal do programa, do lugar e da técnica, resultando em objetos dotados de identidade formal intensa, a qual deriva do emprego de critérios tais como a economia de meios, o rigor, a precisão, a universalidade e a sistematicidade.

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Girando em Textos by web

Como um bom navegador da web, tenho que ser um bom transmissor das informações encontrada neste mar binário. Nesta página reunirei alguns textos que achei interessante, e que acredito que terão relevância para o CIblog.

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15.10.09

Brasil em 17o no ranking dos endereços comerciais mais caros

O Brasil subiu 17 posições no ranking de locação de endereços corporativos de alto padrão mais caros em todo o mundo. Na pesquisa Main Streets Across the World, realizada pela consultoria americana Cushman & Wakefield, o País pulou da 32ª posição, em 2008, para a 15ª este ano. Hoje, o metro quadrado do espaço mais caro do Brasil - Shopping Iguatemi, na cidade de São Paulo - está cotado a US$ 3.784,61 por ano, uma alta de 79,5% em relação ao ano passado.

No topo da lista, como já é tradição, está a 5ª Avenida, em Nova York, onde o custo de locação é de US$ 18.299 por metro quadrado ao ano (queda de 8,1% em relação a 2008), segundo a pesquisa. A medalha de prata ficou com a Causeway Bay, em Hong Kong, onde o preço do metro quadrado é de US$ 16.416 por metro quadrado ao ano (queda de 15,1%). E o bronze foi para Avenue des Champs Elysées, em Paris, com preço de locação de US$ 10.861 por metro quadrado ao ano, não apresentando variação. Os quarto e quinto lugares foram ocupados no ranking pela Via Montenapoleone, em Milão, e por Ginga, em Tóquio, que subiu duas posições em relação ao ano passado.

“Os quatro primeiros endereços com maior valor de negociação continuam os mesmos em relação ao ano passado, mas, em contrapartida, os dois primeiros apresentaram quedas nos preços, reflexo dos impactos da crise financeira que afetou o mercado imobiliário a partir do ano passado”, afirma Milena Morales, gerente de Pesquisa de Mercado para América do Sul da Cushman & Wakefield.

A pesquisa da C&W (junho/08 a julho/09) avaliou 274 endereços comerciais em 60 países.

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E quem disse que Vitória/ES não tem ruas comerciais tão charmosas quanto essas? Tudo bem que não é bem uma rua com pontos comerciais e nem tão caras e badaladas como as muitas citadas na matéria. São pontos por todo um bairro, a Praia do Canto, um dos melhores Open Mall do estado. Charme, requinte e praticidade que não acaba mais.

Breve matéria sobre este Open Mall.

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Brasil em 76o no ranking de imóveis mais caros

Essas pesquisas são mesmo incríveis, quem diria que o 76o no ranking de imóveis mais caros por m2 por ap de 120m2 no mundo estaria o Brasil! Achava que fosse menos.

No estudo é a 1.a vez que o Brasil é citado. A pesquisa "Word´s Most Expensives Residential Real Estate Markets 2009" (Os mercados de imóveis mais caros do mundo, em tradução livre) toma como base primeiramente a capital do Rio de Janeiro. A cidade mais cara é Mônaco em Monte Carlo por US$ 47.578, e a área mais barata fica com o Egito, Cairo, com valor de US$ 574 em 112o colocação. Como não podia faltar, Sampa ficou com 89a posição, e o valor de US$ 1860.

A pesquisa é bem interessante. Confira abaixo os dez mercados mais caros do mundo:

1º Monte Carlo, Mônaco - US$ 47.578
2º Moscou, Rússia - US$ 20.853
3º Londres, Inglaterra - US$ 20.756
4º Tóquio, Japão - US$ 17.998
5º Hong Kong, Hong Kong - US$ 16.125
6º Nova York, EUA - US$ 14.898
7º Paris, França - US$ 12.122
8º Cingapura, Cingapura - US$ 9.701
9º Roma, Itália - US$ 9.166
10º Mumbai, Índia - US$ 9.163

Maiores informações e mais tabelas detalhadas aqui.

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14.10.09

Orgasmo Criativo

Nem sempre decorar com estilo significa gastar muito. O lance é saber ser criativo, e como infelizmente nem todos nascem com este dom precioso, cabe a pessoa contratar os serviços de alguém e pagar uma fortuna para deixar seu espaço residencial ou comercial com uma cara mais elegante e artística.

Olhem estas fotos abaixo:


Que composição fantástica! O mobiliário é comum até demais, mas a parede é um orgasmo de originalidade. Sabem por quê?

Ela é feita de filetes de moldura coladas assimetricamente.

A idéia é da fotografa americana Jessica Claire, uma das melhores profissionais do mundo especializada em fotografia de casamento. E bem barata de ser copiada e feita no ambiente que melhor vier a sua cabeça.

Quer ver mais? Olha ela em ação: Portrait of a first birthday.

Fotografia-arte é isso!!!

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Ed Terrazzi Verdi em Cachoeiro de Itapemirim

A Capital secreta do mundo ganha um empreendimento no nível de Vitória e Vila velha. É o Edifício Terrazzi Verdi da Galwan, projeto com uma arquitetura grandiosa e imponente que vai marcar a arquitetura de Cachoeiro de Itapemirim. O projeto é da grife arquitetônica Sandro Pretti.




O desenho deste edifício é fabuloso. Sandro Pretti e equipe estão de parabéns.

Localização: Rua Papa João XXIII, no Bairro Gilberto Machado.
Esquina com a Praça Portinari.

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13.10.09

Casa Cor ES: Sustentabilidade X Luxo

A Casa Cor ES já começou (22/SET a 4/OUT), e o bafafá em torno da palavra sustentabilidade não para, como se luxo e ambientes sustentáveis não pudessem ser co-irmãs. Mas o que é luxo? Ainda quando se pensa em algo luxuoso, vem a mente de muitas pessoas todo um estilo europeu dos reis e rainhas com seus castelos suntuosos e roupas de antigamente. Ainda tem quem prefira uma decoração e vestimentas nesses moldes, mas tem quem associa o LUXO a funcionalidade, modernidade, tecnologia e qualidade do produto.

Esta edição da Casa Cor/ES é a 14ª, e carinhosamente podemos chamá-la de Edição TechRetrô. Os profissionais souberam dosar bem épocas e estilos mobiliásticos. E não era para menos, ela está sendo realizada em duas casas antigas na Chácara Von Schilgen, uma delas centenária. Serão ao todo 68 profissionais de arquitetura, decoração, designers e paisagistas.

Breve Cobertura Completa



Confira os ambientes do evento:

01. Bilheteria e Fachada - Por Cid Spinassé e Marcio Lopes, arquitetos.
02. Varanda Living - Por Rachel Perin e Flavio Gibson, arquiteta e designer, e arquiteto.
03. Living - Por Sérgio Paulo Rabello, arquiteto.
04. Biblioteca - Por Mauren Freire, arquiteta.
05. Fumoir de Charutos - Por Rosita Schaeffer, designer de interiores.
06. Sala de Música - Por Rita Garajau, decoradora.
07. Sala de Jantar - Por Sérgio Palmeira, decorador.
08. Jardim das Especiarias - Por Alex Sandro Rodrigues Scandian, engenheiro agrônomo.
09. Sala de Almoço - Por Merinha Coser e Giomara Vescovi, designers de interiores.
10. Cozinha - Por Danuza Silva, Fabrício Barcelos e Mariana Ayres, arquitetos e urbanistas.
11. Estar do Chá - Por Giovana Zorzanelli e Letícia Finamore, arquitetas e designers de interiores.
12. Galeria da Artista - Por Rosa-Nina Liebermann Rayes, stylist de interiores.
13. Quarto de Debutante - Por Letícia Costa Vieira, arquiteta.
14. Quarto do Filho - Por Maria Cláudia Dias Avanci, arquiteta.
15. Sala de Banho - Por Aline Oleari, arquiteta.
16. Quarto da Menina - Por Sandra Amália Vasconcellos, arquiteta, urbanista e designer.
17. Quarto de Casal - Por José Daher Filho, arquiteto.
18. Sala do Hóspede - Por Carla Bunjes e Simone Serrão, designers de interiores.
19. Banheiro do Hóspede - Por Luciana Vervloet, arquiteta e urbanista.
20. Quarto de Hóspedes - Por Renata Salles Ramos Modenesi, Lidiane Costa e Rodrigo Chiabai, arquitetos urbanistas e designers de interiores.
21. Home Office - Por Najla El Aouar, arquiteta, urbanista e lighting designer.
22. Parcheggio D’Italia - Por Lucienne Fernandes Barreto Musiello, interior designer, Waldir Gobbi, designer de jardim, e Kelly Guariento Marques, arquiteta.
23. Lavabo Público - Por Caroline Martins e Monique Ximendes, arquitetas.
24. Atelier Gastronômico - Por Ana Paula Brasil e Geraldo Lino, designer de interiores e arquiteto.
25. Boulevard das Sensações - Por Juliana de Azevedo Favarato e Sinthia Ferrari Pires, paisagistas.
26. Boulevard do Parque - Por Rose Rezende e Thaise Rezende, decoradoras.
27. Atelier de Joias - Por Bruna Giestas e Patrícia Davle, designers de interiores.
28. Joalheria - Por Gilda Bonadiman e Regina Celi Garcia Pinto, decoradoras.
29. Coquetel Lounge - Por Carla Patrícia Araújo e Meiry Valencia, designers de interiores, e Viviane Daher, arquiteta e urbanista.
30. Café Nextel - Por Juliana Bonfim e Renata Castro, arquitetas e urbanistas.
31. Empório Orgânico - Por Alexandre de Oliveira Jeveaux e Gabriela Henriques Campo Dall’Orto, arquitetos.
32. Restaurante - Por Léa Braun, Tatiana Pradal, Maria Alice Marins e Robson Rampinelli, arquitetos.
33. Boudoir - Por Marcella Martins e Mariana Varejão, designers de interiores.
34. Lavabo Público Feminino - Por Alexandra Sordine Figueiredo e Danielle Bressan Mucelini, arquitetas.
35. Lavabo Público Masculino - Por Fabiane Giestas, arquiteta urbanista.
36. Loja Casa Cor - Por Janete Valladão e Marta Barbosa, designers de interiores.
37. Galeria do Artesanato - Por Angela Gomes de Souza, arquiteta e designer.
38. Espaço Burle Marx - Por Angela Gomes de Souza, arquiteta e designer.
39. Espaço de Festas - Por Jussara Fialho e Cássio Domingues, engenheira civil e designer de interiores, e decorador.
40. Chocolateria - Por Sérgio Paulo Rabello, arquiteto.

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Serviço:
Casa Cor Espírito Santo 2009 - 14ª edição

Data: de 22 de setembro a 4 de novembro
Horário: das 12h às 21h
Onde: Rua Saturnino de Brito, 595, na Praia do Canto, em frente à Praça dos Namorados
Ingressos: R$ 25 (estudantes e idosos acima de 60 anos pagam meia-entrada. Menores de sete anos não pagam) - pagamento em dinheiro ou cheque.
Contatos: (27) 3225.4012, atendimento@casacor-es.com.br

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4.10.09

Ápice Barro Vermelho

Você já pensou em morar num dos bairros mais nobres de Vitória? E praticamente no coração da Praia do Canto num dos melhores empreendimentos da região e com um preço super especial? Agora você pode desfrutar deste sonho e fazer virar realidade com o Ápice Barro Vermelho. Seu condomínio club com o que de melhor um apartamento pode oferecer. Entre em CONTATO comigo, te mostrarei as excelentes condições de pagamento e o apartamento decorado.




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